Mosquitos

Mosquitos – Pernilongos

Principais transmissores de agentes causadores de: Dengue, Febre Chikungunya, Febre Amarela, Febre Zika, Filariose, entre outras. São espécies muito bem adaptadas às áreas urbanas e usam recipientes artificiais que acumulam água como criadouros. No Brasil, as principais espécies de mosquito são Culex quinquefasciatus e Aedes aegypti.

Mosquito da dengue – Aedes aegypti:

Adulto escuro, rajado de branco, com manchas prateadas nas regiões laterais do tórax e abdome e com um desenho branco em forma de lira no escudo. Suas pernas são escuras com anéis brancos. As fêmeas atacam durante o dia, com maior intensidade ao amanhecer e no início do crepúsculo. O número médio de ovos depositados pelas fêmeas é 120.

A oviposição é realizada nas paredes úmidas dos volumes de água, preferencialmente acima da superfície líquida. Os ovos são resistentes à dessecação por vários meses. Seus criadouros são recipientes artificiais, como pneus, latas, vidros, calhas e ralos entupidos, pratos de vasos, bromélias, bambus cortados, ocos de árvores, caixas d’água, cisternas ou mesmo lagos artificiais, piscinas e aquários abandonados. O período de incubação dos ovos é de 2 a 3 dias. O desenvolvimento entre ovo e adulto se dá de 7 a 10 dias. Além do incômodo causado, é vetor da febre amarela urbana e dengue.

Pernilongo – Culex quinquefasciatus:

Adultos de coloração marrom escura ou clara, asas com escamas escuras. As larvas são aquáticas e apresentam sifão respiratório, que serve para obter o ar na superfície, e posicionam-se perpendicularmente à água, o que as diferencia dos demais gêneros. Se desenvolvem durante o ano todo. As pupas têm o aspecto de vírgula, sendo móveis quando perturbadas. Os ovos são depositados (cerca de 200) em águas poluídas e turvas ou com presença de muita matéria orgânica em decomposição.

O ciclo de ovo a adulto varia de 10 a 46 dias. É uma espécie obrigatoriamente de hábitos noturnos e que ocorre durante o ano todo. Pode ser vetor da filariose bancroftiana (elefantíase) para o homem. Essa doença é causada por parasitas (carregados pelo Culex) que se alojam no sistema sanguíneo do homem, causando o inchaço característico. Brasil veiculam também o vírus Oropouche.

Mosquito tigre asiático – Aedes albopictus:

Semelhante ao A. aegypti, diferenciando-se no desenho do escudo, tendo esta espécie somente uma faixa longitudinal de escamas prateadas. As fêmeas picam preferencialmente ao amanhecer e crepúsculo do dia. Para depositar seus ovos, essa espécie prefere locais que contenham água limpa e parada. Depositam cerca de 80 ovos.

O ciclo total de dias leva apenas 6 dias. É de grande importância médica por ser vetor da dengue em áreas rurais, suburbanas e urbanas da África.

No Brasil ainda não foi incriminado como vetor da dengue e outros arbovírus, mas pode se tornar uma ponte entre os ciclos silvestres e urbano de febre amarela.

Mosquito-prego ou muriçoca – Anopheles darlingi:

Apresenta asas cobertas por escamas de cores claras e escuras que lhe dá um aspecto manchado e seu corpo mede menos de 1 cm de comprimento. Têm hábitos crepusculares e noturnos e preferem lugares quentes e úmidos. Reproduzem-se em represas, lagos, lagoas, remansos de rios, preferindo águas profundas, límpidas, pobres de matéria orgânica.

Na época das chuvas, forma novos criadouros nos alagadiços, escavações e depressões de terreno. Esse mosquito é o agente transmissor da malária.

Dengue

Além do Aedes aegypti, o mosquito Aedes albopicutus também pode espalhar o vírus, o que é pouco comum, já que ele não frequenta ambientes domésticos como o aegypti. A doença é transmitida apenas pela fêmea do mosquito, que se alimenta de sangue para amadurecer seus ovos. A partir do momento em que pica um humano infectado, ela adquire o vírus e se torna uma fonte de contaminação permanente, transmitindo a todos que picar durante a vida – que dura cerca de 30 dias. Não existe transmissão pelo contato direto entre pessoas, por secreções, fontes de água ou alimentos. Casos de transmissão congênita são extremamente raros. O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito da dengue adulto vive em média 45 dias. Uma vez que o indivíduo é picado, demora no geral de três a 15 dias para a doença se manifestar, sendo mais comum cinco a seis dias.

Sintomas da Dengue

Os principais sintomas são febre alta, geralmente com início súbito, dores musculares e nas articulações, dores de cabeça e também na região dos olhos, garganta e barriga. Fraqueza, náuseas, vômito, diarréia e vermelhidão na pele também são frequentes. A presença e a intensidade dos sintomas variam de acordo com idade da pessoa infectada, sendo que podem ser mais amenos nas crianças. Condições específicas, como a existência de um quadro anterior da doença, hipertensão arterial, diabetes, asma e outras doenças respiratórias crônicas, além de idade avançada, favorecem a evolução do quadro.Por outro lado, nem todas as pessoas infectadas irão apresentam os sinais. Em outros casos, eles se assemelham aos de uma gripe comum.

Dengue clássica

A dengue clássica é a forma mais leve da doença, sendo muitas vezes confundida com a gripe. Tem início súbito e os sintomas podem durar de cinco a sete dias, apresentando sintomas como febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, entre outros.

Dengue hemorrágica

A dengue hemorrágica acontece quando a pessoa infectada com dengue sofre alterações na coagulação sanguínea. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte. No geral, a dengue hemorrágica é mais comum quando a pessoa está sendo infectada pela segunda ou terceira vez. Os sintomas iniciais são parecidos com os da dengue clássica, e somente após o terceiro ou quarto dia surgem hemorragias causadas pelo sangramento de pequenos vasos da pele e outros órgãos. Na dengue hemorrágica, ocorre uma queda na pressão arterial do paciente, podendo gerar tonturas e quedas.

Síndrome do choque da dengue

A síndrome de choque da dengue é a complicação mais séria da dengue, se caracterizando por uma grande queda ou ausência de pressão arterial, acompanhado de inquietação, palidez e perda de consciência. Uma pessoa que sofreu choque por conta da dengue pode sofrer várias complicações neurológicas e cardiorrespiratórias, além de insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural. Além disso, a síndrome de choque da dengue não tratada pode levar a óbito.

Repelentes contra o Aedes Aegypti

Existem diversos tipos e sistema repelentes, ajudam muito mas nenhum é 100% eficaz, a melhor forma de combater a dengue é atacar o mosquito em sua fase larval, eliminando os focos de reprodução. Algumas medidas ajudam a afastar o inseto em pequenas áreas e a curto prazo. Pode-se usar inseticidas, embora o Aedes se mostre cada vez mais resistente a eles. Os repelentes apenas afastam os mosquitos, mantendo-os vivos. Além disso, por ser um produto químico, deve-se tomar cuidado com a quantidade usada, principalmente em crianças. E já que os mosquitos tem hábitos diurnos, de nada adianta tomar as medidas apenas durante a noite.

O aedes aegypti costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem também durante a noite.

A fêmea pica depois do acasalamento porque o sangue tem as proteínas necessárias para que os ovos se desenvolvam. A fêmea do Aedes vive cerca de 45 dias e, nesse período, pode contaminar 300 pessoas. O indivíduo não percebe a picada, pois no momento não dói e nem coça.

Cães, gatos e pássaros não pegam dengue. O mosquito gosta de seres humanos. Aquários normalmente não são focos do mosquito, pois além de ter água em movimento por causa dos filtros, os peixes são predadores naturais das larvas do mosquito.

A melhor oportunidade para combater o Aedes é durante sua fase larval, e não a adulta. O mosquito põe seus ovos em recipientes artificiais ou naturais que armazenam água, principalmente da chuva, como latas e garrafas vazias, pratos sob vasos de plantas, caixas d’água descobertas, pneus, calhas, bromélias, bambus ou até buracos em árvores. Os ovos não são desovados na lâmina d’água – ficam presos em uma superfície próxima e, quando o nível sobe, eclodem. Seco, um ovo pode sobreviver até um ano. Por isso, não adianta apenas esvaziar os recipientes – os ovos devem ser definitivamente eliminados, o que é feito pelas equipes de combate com produtos químicos. Quanto ao mosquito, o uso em larga escala de inseticidas e a própria fumaça – carros que circulam pelos bairros borrifando inseticida – podem ajudam no combate.

  • Calhas, ralos, lajes, vasos entre outros pontos de acúmulo de água, devem vistoriadas e limpos semanalmente
  • Caixas d’água: semestralmente se bem vedas
  • Vasos : diariamente
  • Ralos, calhas e lajes: semanalmente e após as chuvas, no dia seguinte

Como evitar a dengue?

  • O único modo possível de evitar a transmissão da dengue é a eliminação do mosquito transmissor.
  • A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença.
  • Inspeção constante, evite o acúmulo de água em vasos, pneus abandonados, garrafas vazias, calhas e ralos entupidas, jardim bem aparados, lajes secas, caixas d’ águas limpas e bem vedadas.

O  período do ano com maior número de casos da doença é no verão, principalmente nas épocas de mais umidade e chuva, pois a formação de poças d’água é maior, entretanto havendo água, ele se procria. A procriação do mosquito da Dengue se dá em águas mais limpas, ao contrário de outras espécies Culicídeas que procriam em água mais sujas.

O seu controle é difícil, por ser muito versátil na escolha dos criadouros onde deposita seus ovos, que são extremamente resistentes, podendo sobreviver vários meses até que a chegada de água propicia a incubação. Uma vez imersos, os ovos desenvolvem-se rapidamente em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge o adulto.

Os casos de dengue na cidade de São Paulo nos primeiros dois meses do ano são três vezes mais em relação ao número alcançado no mesmo período em 2014.

O que causou esse crescimento foi a presença de chuva, formação de poças d’água, alta temperatura e umidade ao contrário de 2015

Medidas preventivas:
– Jardins bem cuidados e gramado devidamente aparado evitando formação de poças d’água e jardins densos que propiciam a proliferação.
– Evitar a formação de poças e criatórios evitando acúmulo de água nos ralos pluviais, ralos, lajes, reservatórios de água bem vedados entre outros.
– Manter sob regime de contrato empresa de controle de pragas que estará presente periodocamente nas instalações, aplicando produto inseticida e larvicidas em todos os pontos críticos.
– Medidas preventivas, cooperação e compreensão são os melhores aliados

Para outras dúvidas

O Ministério da Saúde disponibilizou o telefone 0800-611997 para esclarecer as possíveis dúvidas, mas a recomendação é que cada morador procure a secretaria de Saúde de sua cidade. Em São Paulo, a prefeitura criou o Disque-dengue (0800.772.0988) .

Febre chikungunya

Diferença da dengue e da febre chikungunya

O mesmo mosquito que transmite a dengue, o Aedes Aegypti, é o transmissor de uma doença nova no Brasil, a febre chikungunya, que surgiu na África e vem avançando pela América do Sul. As duas doenças são bastante parecidas.

Ambas têm em comum o agente transmissor, o Aedes Aegypti, e os sintomas que são parecidos, bem como o tratamento. A diferença é que a febre chikungunya é de período mais curto e os sintomas hemorrágicos são menos observados.

A principal diferença da chikungunya é a sensação de fortes dores nas articulações, com sinais de flogose – vermelhidão, dor, inchaço e calor. As duas doenças são diagnosticadas com exames de laboratório e podem se manifestar em um mesmo paciente.  No caso da dengue, há mais risco da doença evoluir para a forma hemorrágica, com o aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes.

Na chikungunya, após o período de incubação que é em média de três a sete dias, a fase aguda é caracterizada principalmente por febre de início súbito e surgimento de intensa artralgia. Essa fase dura, em média, até sete dias. Os pacientes geralmente apresentam febre elevada de início abrupto, poliartralgia, dor nas costas, cefaleia e fadiga. Outros sinais na fase aguda da chikungunya são calafrios, conjuntivite, faringite, náusea, diarreia, neurite, dor abdominal e vômito.

Medidas preventivas

Tanto na dengue quanto na chikungunya a melhor forma de prevenção é a mesma: combater os focos do mosquito transmissor. A proteção se dá, basicamente, combatendo o vetor, em grande parte um dever da população, dando destino adequado ao lixo doméstico, principalmente vasilhames plásticos. É fundamental não permitir em sua residência locais que sirvam de criadouro para o mosquito, uso de repelentes, inseticidas e mosquiteiros.
Uma vez diagnosticadas por meio de exames, ambas as doenças devem ser tratadas com analgésicos e antitérmicos e hidratação, tanto via oral quando venosa. Tanto para a dengue quanto para a chikungunya não há vacina nem antiviral específico.

  • Colocar telas protetoras em portas e janelas;
  • Acondicionar o lixo em sacos plásticos e em recipientes apropriados e devidamente fechados;
  • Descartar lixo e materiais que possam acumular água e sirvam de criadouros desses insetos;
  • Tratar e limpar periodicamente piscinas, caixas d’água, cisternas etc, mantendo-as bem tampadas;
  •  Limpar periodicamente calhas e telhados.

Métodos de controle

A constante manutenção dos ambientes utilizando-se as medidas preventivas é a melhor forma de controle de mosquitos. Podem ser utilizados repelentes de mosquitos e se for o caso, larvicidas.

Micropulverização líquida: Aspersão de inseticida emulsionado em solução aquosa em UBV, Ultrabaixo Volume aplicado com equipamentos elétricos ou a combustão em todas áreas externas, internas, jardins e pontos de foco e proliferação, em água empossada etc.
A aplicação neste método além de ter forte efeito de morte imediata “Knockdow” ajuda no efeito residual.

Termonebulização: Aplicação de inseticida solubilizado em solventes orgânicos, mas no estado de névoa fina (fumaça), com efeito, de knockdown (choque) e desalojante, atuando por contato quando já condensado e aspiração ainda no estado de névoa.
A aplicação destina-se depósitos em geral muito carregados onde o acesso líquido torne-se difícil, ou como complemento e coadjuvante em diversos tipos de controle, principalmente em áreas externas, redes de esgotos e depósitos fechados.

Larvicida: Aplicação de larvicida granulado nas áreas de empoçamento de águas tais como, ralos de coleta de águas pluviais ou mesmo de esgoto, quadras, lajes, espelhos d’ água, jardins densos, etc.